Caminhando e cantando e seguindo a canção... Ouvi pela primeira vez esse son quando tinha meus 8 anos, achei tudo oque dizia nela lindo e também gostei da melodia, e quando chegou meus 17 anos tornei a ouvi-la de uma forma diferente no colégio, e não conseguia imaginar como quase ninguém nunca a tinha ouvido. Embora anteriormente não entendesse do que se tratava eu nunca a tira-la da cabeça, sempre a lembrava quando ouvia algo do tipo. Hoje ouço cada verso e me dói, quando Vandré começa a falar, eu não estou mais no mesmo lugar, eu estou no meio da multidão, de mãos dadas e tudo que eu quero é liberdade, eu consigo ouvir minha voz que grita no meio da multidão e sai mais alta do que todas, meus olhos derramam tudo que meu coração está sentindo e eu não consigo me segurar, tudo que eu quero é continuar, e cada vez mais me parece que tudo está mudando, e que o novo mundo já chegou. A música acaba, olho para minhas mãos que estão grudadas uma nas outras, meus olhos vermelhos e meu rosto todo molhado. Porque depois de tanto tempo e de tantas mortes, ainda ha muita injustiça e sofrimento, eu por minha vez continuo achando que a música a cada vez que é cantada, estamos mudando algo que todos pensam ser imutável, estamos lembrando e honrando cada corpo, cada alma que se findou naquele momento. Sim eu ainda faço das flores meu grande refrão e acredito nas flores vencendo um canhão.
Isamara Mendes

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