terça-feira, 8 de maio de 2012

Sou toda parte que me faz todo

Fecho os olhos para enchegar melhor o que sou, mas sou mulher de pensamento confuso, ora penso de um jeito e ora até procuro oque pensar, acontece muito quando me deito. Gosto de falar ao celular antes de dormir e depois relembrar se for o caso da conversa ter sido produtiva e agradável.

Ando necessitando de acordar cedo e faço isso muito bem. Não sei que nome dar a isso mas acredito em uma força (Deus) que me acorda todos os dias, gosto que ele me acorde no horário certo. Tenho espécie de rituais e costumes, sigo uma sequência quase perfeita de quando acordo até quando deito. Se ocorrer mudanças sinto que preciso de uma novo recomeço, eis o motivo porque odeio mudar horário de estudo.

Dou valor a coisas pequenas e inúteis para muitos, como um copo que tem na casa dos meus pais, e não posso beber em outro. São objetos que se tornam simbólicos por algum motivo e eu penso que na ausência deles tudo vai ta errado. Não abro mão dos meus objetos antigos que tiveram grande significado, possuo um teclado velho e com um som horrivel, mas não penso em me desfazer dele, também não penso em comprar outro porque estaria deixando de lado o que simboliza anos de tentativas, erros e acertos de notas.

Admiro todo tipo de instrumentos, mas oque me cativou foi o órgão. Sou musicista e toco propositalmente o órgão, tenho a prática e a teoria e adoro cantar em notas porque sei ler partitura, não estou sendo nem um pouco modesta nessa parte, porque é uma das coisas que mais admiro em mim, leio dois pentagramas de notas e claves ao mesmo tempo, e consigo fazer sintônia, harmonia e ritmo com contralto, baixo, tenor e soprano em um único instrumento. Já toquei muito e tive a oportunidade  de ver muita gente chorar de emoção enquanto eu tocava. Hoje em dia quase não toco e tenho medo de perder meu dom.

Não tenho pavor a nenhum ritmo desde que a letra me agrade, porém o ritmo certo tem que vim na hora certa. Um exemplo? Jamais colocaria um fone de ouvido pra ouvir funk. Se algum dia me encontrar com fone no ouvido e apenas observando, provavelmente estarei ouvindo Geraldo Azevedo; mas se me encontrar balançando a cabeça e mexendo os lábios e eu naõ estiver com um livro (tenho esse habto horrivel de ler mexendo os lábios) estarei viajando na letra de Racionais, não se parece muito com meu jeito, mas fico bestificada (essa palavra existe?) com a capacidade de quem faz rap.

Gosto de livro tanto quanto de música. Cada livro me inspira de uma forma, sou machadiana e faço coleção dos livros de Machado de Assis, não é de se estranhar pra quem leu O príncipe de Maquiavel com primeiro livro da vida. Fico feliz por ter lido O pequeno principe antes dos 20 anos. Sou muito utópica, acredito na luta de classe e sonho com o dia que ninguém será superior a ninguém.

Odeio shopping, me irrita a ideia de consumo exarcebado, o típico tipo de pessoas que o frequentam. Também não me interesso muito por cinema, prefiro assistir um filme em casa e principalmente sozinha. Quando estou sozinha tenho o hábto de arrumar a casa e fazer coisas diferente para comer. Falando em comida sou vegetariana ou "pseudovegetariana" chego a comer carnes em lugares estranhos para não parecer fresca. Não comentarei aqui meus motivos de seguir essa dieta. Estou com um vício enorme em beber café ao mesmo tempo em que tento deixar a Coca-cola, pois sou do tipo "pobre" como diz minha amiga, que abro a geladeira pra beber aguá mais se tiver Coca é ela que eu bebo.

Sonho em fazer medicina, estou lutando para realizar, quero ser oncologista, tenho meus motivos para isso e são os mais nobres possiveis. Pratico a arte do cuidar e a faço com muito amor, sou tecnica em enfermagem, já vi muita coisa, passei por alguns apuros, e foi e é tudo muito gratificante. 

Conheço muita gente, sou de cidade pequena onde tenho que andar de sorriso no rosto se não falam que a filha de Ritinha mais Bequinha ficou metida. Mas desse contingente de pessoas que falei muitas são apenas conhecidas, algumas colegas e poucas amigas. Tinha vontade de ir morar longe, mas quando me dei de cara com a oportunidade tive vontade de voltar. Irei se for preciso.

Sou família, mais de um jeito estranho porque não sou puxa-saco de ninguém. Tenho duas irmãs e um irmão pareço com todos e com nenhum. Menti sou muito puxa-saco de meu irmão ele é foda! 

Está vendo, pode ser tudo mentira oque eu escrevi. Eu gosto de testar confiança.

sábado, 17 de março de 2012

"Apertado"

- Droga! que caju "apertado".

E pensar que esse mesmo gosto adstringente toma conta do meu coração. Me entrego aos livros tentando esquecê-lo, ou adocicá-lo com poemas de autores Românticos; nada funciona. Nem mesmo o sentimento que move um revolucionário.
O único jeito é deixar que permaneça, esperar que ele desapareça a cada batida que meu músculo cardíaco possa fazer involuntariamente.É, o coração é um órgão involuntário! como ainda posso ousar a interferir nas suas decisões? Que para mim acaba se tornando indecisões, por discórdia que insisto em ter dele. Há coração, até quando precisarei te descrever por metáforas?

- Se eu conseguisse tirar esse sabor adstringente do caju, oque eu poderia fazer para ele deixar de ser base? como diminuir seu pH?

- Preciso de um bom livro de bioquímica!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Noites sem estrelas

            Não foi muito fácil deitar na cama e não enxergar nenhum estrela no céu, minha vida sempre foi admirar estrelas, cada uma com seu singelo significado. As estrelas para mim eram como pessoas; algumas no começo se limitavam a mostrar todo seu brilho, era preciso cativa-las para compreender o quanto grande poderia ser sua luz; outras já vinham brilhando ao meu encontro, com uma grande intimidade, mostrando quão luminosa minha vida poderia se tornar com ela; algumas simplesmente mudavam suas formas de emitirem luz; havia aquelas que de tão perfeitas eram poucas, aquelas que se encontra poucas vezes durante a vida, essas passam rápido, mas deixam nossos desejos realizados; com o tempo descobri que muitas que brilhavam nem eram estrelas de verdade; e as que não me chamavam atenção por sua falta de luminosidade, foram as que mais me surpreenderam, por sua capacidade de controlar o brilho; entre todas jamais me esquecerei da pequena solitária que era a primeira a aparecer, de muitas formas a julguei: primeiro ela me parecia ser individualista até de egoísta já a chamei, logo mais fui entendendo seus motivos de solidão, por muito tempo ela tentou ser igual as outras, mais se cansou ou se decepcionou, isso eu nunca pude realmente saber. A observei por muito tempo, fui desvendando seus detalhes maravilhosos, pequenos detalhes que ao olhar para o céu ninguém nota, para mim se tornaram tão importantes que essa pequena estrela passou a ser única no universo, e é dela de que tanto sinto falta.
         Eu que esperava com tanta ansiedade que a noite chegasse para encontrar meu mundo, nos últimos anos almejo por uma manhã que não continue sendo noite, por uma noite que o céu esteja estrelado, e por uma estrela que venha com seu poderoso brilho curar essa minha cegueira. Assim, eu continuo minha vida, com minhas noites sem estrelas e agora para mim as pessoas são como estrelas.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O sapinho de Plástico

 Quando completei seis anos, ganhei um ursinho de pelúcia, não sei quem me deu ao certo, mais não era um presente caro, logo se via que a pelúcia não era das melhores, então continuei abrindo os presentes, no meio de tantos mais caros e com marcas famosas o ursinho tinha sido o único que me impressionara; depois de abrir todos os presentes comecei a guarda-los, quase todos foram para o guarda-roupa de onde nunca saíram, deixei apenas o ursinho em cima da cama, mas não dei muita importância a ele; de princípio o chamei de Dexter pois era apenas mais um urso, no dia seguinte acordei abraçada com meu novo ursinho, então  passei a chamá-lo de Carinhoso; depois passei todos  os dias a chamá-lo com  nomes diferentes , com forme eu estava me sentindo eu gritava com ele algo do tipo: kimi raikkonen, Dick Vigarista, Mankley... E quando ia me despedir dele usava nomes como: Dinkwink, Baby Dinossauro, Dunga... Assim ele passou a ser meu fiel companheiro e lhe atribuí o nome fixo de : Madruga, era o nome perfeito para todas as minhas estações. 

Me afeiçoei  a ele, com ele brincava, almoçava, dormia e se iria na rua com meu pai o ursinho estava nos braços,  ele ouviu todas as minhas conversas, participou de todos os meus melhores e piores momentos da  infância. Os anos se passaram e meu ursinho foi ficando velho e rasgado. Chegou o meu primeiro dia de aula, minha mãe me arrumou toda para me levar, e lá estava eu com cabelos arrumados, toda uniformizada, mochila nas costas e Madruga nos braços; então minha mãe com a voz suave me disse que havia chegado a hora de deixar um pouco meu ursinho, eu chorava e ela chorava comigo  tentando me explicar que Madruga não poderia ir comigo, que era o momento de ir para a escola. Minha cabeça entendia, mas meu coração não aceitava. Foi minha primeira e mais difícil escolha, de um lado via  meu ursinho que simbolizava anos de minha inocência, meninice e despreocupação; do outro minha mãe que sofria comigo.

De mãos dadas, minha mãe e eu seguimos para a escola, apenas me lembro de saber que depois daquele dia nada mais seria como antes... 

Foi a primeira de muitas outras coisas que com o passar do tempo tive que deixar. Essa história foi baseada  em um pequeno texto que li quando tinha meus 7 anos, o texto que achei sozinha foleando os livros que havia na minha casa, o seu título era : " O sapinho de plástico ", todos os dias levava o livro para a escola comigo e tinha muita vontade de o ler na sala no horário de leitura, nunca tive coragem, colocava a culpa em minha visão dizendo que toda vez que lia escorria lágrimas de meus olhos, isso realmente acontecia, eu só não sabia que já me emocionava desde novinha, também percebi que talvez ninguém sentiria oque eu sentia . Deve ser por isso que me emociono tanto lendo, e por causa desse pequeno texto que sempre me preocupei com esses seres inanimados e as vezes sinto que eles tem sentimentos, parece que uma colher vai ficar sentida se eu pegar a outra, por esses motivos dou muito valor a eles, tenho ciúmes de meus objetos e textos,  e muito medo de ter que deixá-los. Mas isso sempre acontece, porque é preciso seguir em frente. 

domingo, 29 de janeiro de 2012


Go.

O maior problema é saber como prosseguir, se vale a pena trocar uma bicicleta por um belo carro.
o carro é rápido, confortável, leva mais gente do que uma bicicleta, dá para curtir músicas, e chegar em tempo, ou antes do tempo. A bicicleta é desconfortável, porém ajuda a pessoa a ser menos sedentária, a bicicleta se muito andar, deixa-nos cansados com gotas de suor, faz com que tomemos chuva, sol e vento empoeirado, na bicicleta não se pode levar mais de uma passageiro ainda sim em péssimas condições.
Porém se escolher seguir de carro, verei a vida passar rápido, não poderei levar todos que desejei comigo e não terei tempo para o resto, ficarei acomodado e músicas nunca serão o suficiente para meu prazer, e por fim, chegarei mais cedo, perderei etapas para ter que espera no ponto oque eu poderia ter esperado na vida.
E a bicicleta, talvez também não me trará muitas vantagens, eu posso me apegar a ela e querer correr muito, não parar para apreciar nada e nem dá atenção a ninguém, ficarei tão cansado que pararei de apreciar a chuva, o sol, e tomarei raiva do vento que atrapalhará meu destino, na bicicleta serei tolo, abandonarei pessoas essenciais e levarei apenas uma comigo que no momento me parecerá suficiente, mais não será porque nenhuma pessoa vem completa, então carregar apenas essa pessoa vai ser difícil e cansativo, e talvez eu também a deixe no caminho.

Parei um pouco, sentei na calçada, e observei que todos esses pensamentos me vieram quando estava no meu mais sublime transporte de que eu tanto reclamo: meus pés, que sempre me proporcionou os melhores momentos da minha vida, desde quanto os machucava pulando corda e brincando de elefante colorido no meio da rua, eles me tiravam de muita enrascada quando era pego de surpresa no quintal do vizinho pegando emprestado algumas mangas; e estando chovendo posso correr não para fugir, mais entre as gotas, chutar a água que faz poça na rua que não é calçada; em um belo dia ensolarado eles descansarão e apreciarão o dia, além de uma boa música, terei um bom livro, e tempo. Posso levar comigo todos e ninguém, quem preferir me acompanhar sempre, poderá, quem precisar parar vai ficando pelo caminho, e aqueles que poucos minutos são suficiente, também terei tempo. Assim eu vou pegando carona com a vida, assim eu vou sem muita pressa mais com muita luta, observando sorrisos, secando e distribuindo lágrimas, passando corretamente por cada etapa. No final quando chegar no ponto, irei ler a placa por qual sempre esperei ... Go. Então saberei que já aprendi o suficiente para continuar. Vá, vá em frente.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Insônia

O medo bate de novo na porta, e minha vida parece não está tendo nenhum sentido. Estou passando horas sentada na cama pensando comigo mesma oque farei daqui pra frente, e penso, penso, penso... E nada consigo colocar em prática, sinto falta de um apoio, algo ou alguém que me pegue pelo braço e me diz: anda temos muito pra fazer, a luta não acabou. Mais esse algo ou alguém não aparece, e oque fazer agora em meio esse desânimo que está me afetando?!

Tenho ficado em silêncio procurando soluções para todos os "problemas" que estão em pauta na minha cabeça. De início pareço achar todos, mais coloca-los em prática que fica meio complicado. A dor do nada me atormenta tanto que 3:00h  ainda estou nesse dilema entre meus próprios pensamentos, não vem sono, nem sonhos, apenas a realidade que parece não ser compatível com meus desejos. Isso é frustante!

Minha mente vai ficando cheia, e eu não consigo colocar em ordem minhas ideias, o maior exemplo disso é este texto que vai se tornando incoerente a cada palavra que vem vindo e eu vou escrevendo. E oque é pior pra mim. Vou parar por aqui cansei de tanta bobagem, e provavelmente quando colocar toda a minha bagunça no lugar não terei mais tempo de escrever, escrever textos para eu mesma ler.